Câncer de Intestino: cólon, reto e ânus

Tratamento moderno visando cura e qualidade de vida!

O câncer colorretal (que inclui os tumores de cólon e reto) e o câncer anal estão entre os tipos de neoplasias mais frequentes em nosso meio. Quando diagnosticados precocemente, as chances de cura são elevadas e os tratamentos, menos invasivos.

O plano terapêutico depende de cada caso e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapias-alvo, de forma isolada ou combinada. Atualmente, as intervenções cirúrgicas podem ser realizadas por técnicas minimamente invasivas, como a laparoscopia ou a cirurgia robótica, oferecendo recuperação mais rápida e menor impacto sobre a qualidade de vida do paciente.

Quando a cirurgia é indicada?

Desconforto Anal | Proctologista

Benefícios da Laparoscopia e Robótica

Preservação do Esfíncter e da Qualidade de Vida

Para tumores localizados no reto, uma das principais preocupações dos pacientes é a necessidade de uma colostomia permanente (“bolsinha”). Graças às técnicas modernas e à avaliação criteriosa de cada caso, é possível preservar o esfíncter anal na maioria dos casos — inclusive em tumores localizados muito próximos ao ânus.

Quando a colostomia é necessária, ela pode ser temporária (como proteção de uma anastomose) ou, em casos mais avançados, permanente. O preparo adequado e o acompanhamento com equipe especializada ajudam o paciente a manter uma boa qualidade de vida.

Estratégia "Watch and Wait" (Vigilância Ativa)

Em alguns casos selecionados de câncer de reto que apresentam resposta clínica completa à quimiorradioterapia, é possível adotar a estratégia de “Watch and Wait“.

Nesse protocolo, o paciente é acompanhado de forma rigorosa, sem cirurgia imediata, preservando o reto e evitando a colostomia.

Essa abordagem deve ser indicada apenas por equipes experientes, com critérios bem definidos e acompanhamento de longo prazo.

Biópsia Líquida e Medicina de Precisão

A biópsia líquida é uma técnica moderna e pouco invasiva que analisa fragmentos de DNA tumoral circulante no sangue. Ela permite:

  • Detecção precoce de mutações
  • Monitoramento da resposta ao tratamento
  • Detecção precoce de recidivas

Essa abordagem faz parte da medicina personalizada, permitindo tratamentos mais eficazes e direcionados, com base no perfil molecular do tumor.

Câncer Hereditário: Fique Atento!

Alguns tipos de câncer colorretal estão associados a síndromes hereditárias, como a Síndrome de Lynch ou a Polipose Adenomatosa Familiar. Se você tem histórico familiar de câncer colorretal, principalmente em idade jovem, converse com um especialista sobre a necessidade de investigação genética.

O diagnóstico precoce em portadores dessas síndromes pode salvar vidas!

Quem é o Dr. Lucas Sobrado?

Dr. Lucas Sobrado
Coloproctologia e Cirurgia do Aparelho Digestivo
CRM-SP 175.531 | RQE 115713 | RQE 115712 | RQE 128991

Lucas Sobrado é médico formado pela Universidade de São Paulo (FMUSP), com residência em Cirurgia Geral e Coloproctologia, além de preceptoria em Cirurgia do Aparelho Digestivo. Realizou treinamento cirúrgico em Cirurgia Colorretal na Cleveland Clinic e pesquisa médica na Harvard School of Public Health. Concluiu doutorado e pós-doutorado pela FMUSP, com foco em Oncologia Colorretal e Técnicas Avançadas de Reconstrução Intestinal.

Atua no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, vinculado ao HCFMUSP, e em hospitais de referência da capital. É membro da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e do Comitê de Câncer Colorretal da American Society of Colon and Rectal Surgeons. Em 2025, foi reconhecido com os Prêmios Daher Cutait e Edmundo Machado Ferraz por sua trajetória acadêmica e contribuições à cirurgia no Brasil.

Autor de mais de 40 artigos científicos e 15 capítulos de livros, é especialista no tratamento das doenças do intestino, cólon, reto e ânus, com ênfase em cirurgia minimamente invasiva e robótica, oferecendo atendimento individualizado, seguro e baseado em evidência científica.

Cuidado integral e individualizado

Depoimentos

Perguntas Frequentes

Nem sempre. Em alguns casos de câncer de reto com boa resposta à quimiorradioterapia, pode-se adotar a estratégia de "Watch and Wait", evitando cirurgia imediata. No entanto, a maioria dos tumores localizados exige algum tipo de intervenção cirúrgica.

Não. A colostomia permanente só é necessária em casos específicos. Em muitas situações, é possível preservar o esfíncter anal ou utilizar estomas temporários, revertidos após algumas semanas da cirurgia inicial.

Sim. A cirurgia robótica tem sido cada vez mais utilizada, especialmente em tumores localizados na pelve (como o câncer de reto), oferecendo maior precisão, menor dor e melhor recuperação pós-operatória.

Alguns tipos sim. Pacientes com histórico familiar devem conversar com o especialista para avaliação genética e, se necessário, iniciar rastreamento mais precoce.

É um exame moderno que detecta fragmentos do DNA tumoral circulando no sangue. Auxilia no monitoramento da resposta ao tratamento e na detecção precoce de recidivas.

Adotar uma dieta rica em fibras, praticar exercícios físicos, evitar o tabagismo, controlar o peso e realizar a colonoscopia periodicamente a partir dos 45 anos (ou antes, se houver histórico familiar).

Importante: Procure um especialista!

O tratamento do câncer colorretal e anal deve ser individualizado, envolvendo equipe multidisciplinar e tecnologias modernas. Cirurgias minimamente invasivas, preservação do esfíncter, biópsia líquida e avaliação genética fazem parte do cuidado moderno e centrado no paciente.

Consultório

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