Fístula Anal

Tratar fístula anal com segurança e menos sofrimento é possível!

A fístula anal é uma comunicação anormal entre o interior do canal anal e a pele ao redor do ânus. Essa passagem, que normalmente se forma após um abscesso anal, pode causar dor, secreção constante e recorrência de infecções.

É uma condição que pode impactar significativamente a qualidade de vida do paciente — mas felizmente existem tratamentos eficazes.

Hoje contamos com técnicas modernas e minimamente invasivas que buscam resolver o problema com maior conforto no pós-operatório e menores taxas de complicações.

Sintomas comuns da Fístula Anal

Sintomas mais comuns da fissura anal

Causas e Fatores de Risco

A causa mais comum de fístula anal é o antecedente de um abscesso anal que drenou espontaneamente ou foi drenado cirurgicamente. Outros fatores de risco incluem:

Diagnóstico preciso

O diagnóstico da fístula anal é feito a partir da história clínica e exame físico detalhado. Em alguns casos, exames de imagem ajudam a mapear o trajeto da fístula:

Tratamentos disponíveis

O tratamento da fístula anal é cirúrgico na maioria dos casos e deve ser individualizado, respeitando o tipo e complexidade da fístula, visando preservar a continência e minimizar o risco de recidiva.

Tratamento Cirúrgico

Técnicas mais utilizadas:

  • Fistulotomia: abertura do trajeto da fístula para cicatrização por segunda intenção; indicada para fístulas superficiais.
  • Fistulotomia com esfincteroplastia primária: abertura do trajeto da fístula e reparo esfincteriano imediato.
  • Seton: pequeno fio colocado através do trajeto fistuloso para controle da infecção; permitindo a correção definitiva da fístula em um segundo momento.
  • Ligadura do trajeto interesfincteriano (LIFT): consiste na dissecção e ligadura da fístula. É uma técnica que preserva o esfíncter anal e tem boas taxas de sucesso.
  • Retalhos de avanço (miocutâneos): utilizados em fístulas complexas, consiste na oclusão do orifício da fístula.
  • Técnicas com cola de fibrina ou plug biológico: opções menos invasivas, mas com taxas de sucesso mais baixas.
  • Cirurgia com auxílio de LASER (FiLaC®): técnica mais recente com poucos estudos de longo prazo, minimamente invasiva, indicada em casos selecionados.

Quando procurar ajuda médica

Consulte um coloproctologista se você apresentar:

Quem é o Dr. Lucas Sobrado?

Dr. Lucas Sobrado
Coloproctologia e Cirurgia do Aparelho Digestivo
CRM-SP 175.531 | RQE 115713 | RQE 115712 | RQE 128991

Lucas Sobrado é médico formado pela Universidade de São Paulo (FMUSP), com residência em Cirurgia Geral e Coloproctologia, além de preceptoria em Cirurgia do Aparelho Digestivo. Realizou treinamento cirúrgico em Cirurgia Colorretal na Cleveland Clinic e pesquisa médica na Harvard School of Public Health. Concluiu doutorado e pós-doutorado pela FMUSP, com foco em Oncologia Colorretal e Técnicas Avançadas de Reconstrução Intestinal.

Atua no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, vinculado ao HCFMUSP, e em hospitais de referência da capital. É membro da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e do Comitê de Câncer Colorretal da American Society of Colon and Rectal Surgeons. Em 2025, foi reconhecido com os Prêmios Daher Cutait e Edmundo Machado Ferraz por sua trajetória acadêmica e contribuições à cirurgia no Brasil.

Autor de mais de 40 artigos científicos e 15 capítulos de livros, é especialista no tratamento das doenças do intestino, cólon, reto e ânus, com ênfase em cirurgia minimamente invasiva e robótica, oferecendo atendimento individualizado, seguro e baseado em evidência científica.

Cuidado integral e individualizado

Depoimentos

Perguntas Frequentes

Raramente. A fístula anal decorrente de um abscesso, uma vez formada, dificilmente cicatriza sem tratamento cirúrgico. No entanto, em alguns casos específicos, como fístulas associadas à doença inflamatória intestinal (ex: Doença de Crohn), pode haver cicatrização com o uso de medicamentos imunossupressores ou biológicos, sob acompanhamento especializado.

Sim, pois é muito raro o fechamento espontâneo da fístula, mas o tipo de cirurgia varia conforme o trajeto e complexidade da fístula. A escolha deve ser individualizada para reduzir o risco de incontinência e recidiva.

Geralmente o pós-operatório é muito bem tolerado. Procedimentos minimamente invasivos, como o LIFT ou retalhos locais, tendem a ter menor dor e recuperação mais rápida.

O laser pode ser uma alternativa para fístulas mais simples, mas não é a técnica de para todos os casos. A indicação depende de avaliação individual com o coloproctologista.

É extremamente raro. No entanto, fístulas crônicas e mal tratadas devem ser acompanhadas, especialmente em pacientes imunossuprimidos, pois a inflamação crônica local está associada ao desenvolvimento de câncer.

Seguir corretamente as orientações médicas, tratar adequadamente o abscesso inicial, manter boa higiene local e controlar doenças de base (como Doença de Crohn).

Importante: Procure um especialista!

A fístula anal é uma condição que exige avaliação detalhada e tratamento específico.
O profissional indicado neste caso é o Coloproctologista!

Consultório

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